Nota em defesa da Amazônia – Jesuítas do Brasil

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A Província dos Jesuítas do Brasil através da Preferência Apostólica Amazônia (PAAM) e do Observatório Nacional de Justiça Socioambiental Luciano Mendes de Almeida (OLMA), o Serviço Jesuíta Panamazônico (SJPAM) e a Conferência de Provinciais da América Latina e Caribe (CPAL), vem a público levantar a voz no cuidado da Casa Comum, desde o nosso chão e pelo nosso chão: a Amazônia.

Com um histórico de compromisso em protegê-la, estamos todos preocupados pelos incêndios assustadores deflagrados na Amazônia, sobretudo os que ocorreram e ainda ocorrem no Brasil e Bolívia. A gravidade da tragédia causa impactos de grandes proporções, não só locais ou regionais, mas planetárias, e exigem de nós respostas firmes e profundas em defesa e promoção da floresta e dos povos que a habitam. Afinal, qual o mundo que queremos para a atual e as futuras gerações? Será que a ganância de alguns que querem lucrar a qualquer custo, desmatando e promovendo queimadas para ampliar suas áreas para o agronegócio, pode ser maior do que a necessidade de respirar um bom ar, ter uma boa água para beber e consumir alimentos saudáveis? Essas perguntas não podem nos calar.

É necessário e urgente cobrar das autoridades nacionais da Panamazônia medidas efetivas que protejam a Amazônia, sabendo que as queimadas têm como origem, principalmente, ações humanas. Por isso, nos pronunciamos, pedindo:

  • Que estas autoridades intensifiquem esforços no combate aos incêndios;
  • Que atendam com qualidade aos afetados, sobretudo os mais diretos que são indígenas e ribeirinhos;
  • Que estejam abertas ao diálogo e ajuda internacional, encontrando soluções conjuntas para recuperar as áreas que foram devastadas ou estão vulneráveis;
  • Que façam valer as políticas nacionais de áreas protegidas, de prevenção e combate ao desmatamento ilegal, demarcação de terras dos povos tradicionais, entre outras necessárias.

Também manifestamos o nosso compromisso com os projetos de vida dos povos da Amazônia. Particularmente, os povos indígenas, ribeirinhos e caboclos, e as populações das cidades, não só as metrópoles, mas do rosário de cidades ao longo dos rios da Panamazônia que são chamadas a humanizar os espaços urbanos e interagir com as populações do interior para garantir um desenvolvimento justo e sustentável, em colaboração com os governos e organizações da sociedade civil. 

Por fim, a partir do princípio da Ecologia Integral e do Sínodo para a Amazônia que nos interpela a agir, nos somamos a todas as pessoas e entidades que lutam pela defesa e promoção da Amazônia e antes de nós também levantaram suas vozes como o Conselho Episcopal Latinoamericano (CELAM), a Rede Eclesial Pan – Amazônia (REPAM), a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a Coordenadoria das Organizações indígenas da Bacia Amazônica (COICA) e outros autores.

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