Em tempo! Festejos do Bom Jesus e da Sagrada Família fecharam o ano de 2018 na Paróquia

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Ufa! 2018 terminou tão rápido e tão depressa entramos em 2019 quem nem deu tempo para publicarmos aquela pequena notícia sobre as festas de duas das nossas comunidades: Bom Jesus e Sagrada Família. Celebrações que encerram as festas dos padroeiros e padroeiras da nossa amada Paróquia Santíssima Trindade.

Uma situação foi comum aos dois festejos, a grande e bonita participação das comunidades irmãs no Tríduo Preparatório. Organizadas para as missas que precedem a solenidade, levaram o melhor de suas rotinas para ofertar àquela comunidade em festa. Um belo modelo para as celebrações de nossos padroeiros. 

Outro momento que é sempre marcante nas festas das comunidades é sim a Celebração da Luz, uma vigília verdadeira em louvor a Deus pela vida e missão da comunidade. 

Festa da Sagrada Família

A comunidade da Sagrada Família existe há mais ou menos dez anos, no entanto, começou a celebrar seu padroeiro apenas em 2015 e desde então seus festejos contribuíram para que a comunidade crescesse “em estatura, infraestrutura e graça”. Na primeira festa no bairro Três Corações, tínhamos apenas o terreno, na segunda, o terreno com pó de pedra e um cômodo, onde se realizavam às missas regulares e a cozinha no subsolo deste cômodo.

Já a terceira festa foi marcada pela instalação de uma tenda, laranja, cor vibrante, que dava início à uma campanha de arrecadação de “um teto para a Sagrada Família”. Por fim, esta que foi a 4ª Festa da Família de Jesus, Maria e José, aconteceu sob um teto, com paredes levantadas e o piso grosso já feito. Louvado Seja Deus! 

Mais do que crescer em infraestrutura, a comunidade da Sagrada Família precisa crescer sua vida pastoral e no acolhimento paroquial, foi o que disse o padre Donizetti Venâncio SJ, pároco da Paróquia Santíssima Trindade, em sua homilia na Solenidade celebrada no dia 30 de dezembro. 

“É necessário fazer crescer o sentimento de pertença desta comunidade à Paróquia, uma vez que poucas pessoas da nossa rede de comunidades conhece essa igreja que é a nossa caçulinha. Nas reuniões, nos enchemos para dizer que somos nove comunidades, mas no dia a dia, a prática parece que não é”, alertou padre Donizetti.  

O pároco fez importante chamado aos fieis e lideranças pastorais ali presentes, tendo em vista que é visível na Paróquia a facilidade para percorrer, visitar e celebrar no eixo “Rio-São Paulo”, em alusão às comunidades Paz, Penha e Santo Inácio, mas grande indisposição e dificuldade em acessar as periferias da nossa Paróquia, nas comunidades que estão à margem, como a Sagrada Família, São José, Anchieta e Alberto Hurtado.

Foi uma fala forte à toda Paróquia para que esta cresça, assim como a Sagrada Família vem crescendo, no dever de se movimentar mais, de ser Igreja em Constante Saída, que vai às fronteiras sejam geográficas ou existenciais das pessoas que buscam o encontro com Cristo Senhor. 

A Paróquia deve crescer nesse movimento de ir celebrar com uma comunidade que não a sua para além dos tempos festivos. Ser menos sedentários espirituais e movimentar mais o corpo e a mente. Acordar no domingo (ou  nas tardes/noites de Sábado) e ir celebrar em outra comunidade. Esse movimento faz bem em todos os sentidos”, afirmou Donizetti.

Ainda na homilia, o padre recordou o exemplo da Sagrada Família que em diferentes momentos colocou-se a caminhar. “Subiram de Nazaré até Jerusalém, são 120km, podem pesquisar no Google”, disse Donizetti, antes de recordar outras viagens da família de Jesus. O nascimento de Jesus se deu em Belém, saíram de Nazaré e foram a Belém e de lá para o Egito para que Herodes não matasse o Menino Jesus. 

Ouça a homilia completa aqui! 

“A Sagrada Família saia de casa, em Nazaré, e ia até Jerusalém todos os anos, diz o Evangelho. Às vezes, não temos coragem de andar cinco minutos de carro, meia hora a pé, para vir celebrar em outra comunidade. Fica esse apelo para sermos mais participativos, andar mais na paróquia, conhecer a riqueza de cada uma de nossas comunidades”.

Para ver mais fotos da Festa da Sagrada Família, clique aqui

Um novo chamado

Ao convocar uma nova campanha em prol da Sagrada Família, desta vez para conclusão do piso da nova igreja, padre Donizetti reforçou o espírito de solidariedade da comunidade Nossa Senhora da Guia. “É constante a ajuda de agentes pastorais da Guia na Sagrada Família. Isso é ser paróquia, é ser rede de comunidades. Ajudar uma as outras, não só no que diz respeito aquilo que é material, mas na força e na missão pastoral”, concluiu. 

Festa do Bom Jesus

Celebrações e encontros ajudam a celebrar nossa fé, pois nos é permitido ir vivendo a vida, mas em algum momento é  bom parar para olhar e contemplar a vida com os olhos da fé e assim agradecer a Deus por essa vida, pelos dons, pela família, pela comunidade.

Com este espírito de contemplação e de agradecimento a Deus, a comunidade Bom Jesus, no bairro Belo Vale, celebrou sua 19ª Festa. Além do tríduo já mencionado, a comunidade realizou missas nos setores, celebração da luz e mais momentos de confraternização e anúncio da realeza de Cristo, o Bom Jesus, a todo o bairro. Como exemplo, a procissão que teve início na Fazenda da Dona Nana e percorreu a principal rua do bairro até a igreja.  

Na Solenidade de Cristo Rei, no dia 25 de novembro, presidida pelo padre Donizetti e concelebrada pelo padre Elton Vitoriano SJ, este último, na homilia, destacou o reinado e a realeza do Bom Jesus. Elton ainda falou para os fieis sobre o Ano do Laicato, concluído em todo Brasil naquela data. 

Olhar para o Evangelho nos ajuda a celebrar essa festa. Vejamos: quando escuto falar de reis logo penso em alguém que governa ou manda, que tem poder para decidir. Penso em alguém distante das pessoas e que está a mandar. Já o Evangelho ajuda a entender o Reinado de Jesus”, disse padre Elton. 

Segundo o Evangelho, “Jesus está diante de Pilatos, próximo de sua Paixão, a ponto de ser condenado, quando é interrogado ‘és tu, o rei dos judeus?'”. Padre Elton destacou a resposta, dita duas vezes por Jesus: ‘O meu reino não é deste mundo’, e explicou que o mundo negado pelo Bom Jesus é aquele no qual não há espaço para Deus, de enganação, distanciamento, esquecimento e de falta de atenção as necessidades das pessoas. Governos e governantes por aí são bem assim.

Se o reino de Jesus não é deste mundo, por que chamamos o Bom Jesus de Rei do Universo? Padre Elton lembrou-nos que desde o nascimento Ele é rei, um rei diferente, próximo das pessoas, preocupado em garantir a vida das pessoas, principalmente com os que ninguém se preocupa.

Ouça a homilia completa aqui

“Ao invés de mandar, o Rei Jesus serve. No lugar de apenas dar instruções, vai atrás de quem está esquecido. E ele não condena, porém, salva. Por isso é o Cristo, Rei do Universo, é o Bom Jesus, este que é Filho de Deus e que fez o bem até o fim. O Reino de Jesus é um reino de quem serve, que acolhe, que vai até os que mais precisa”, enfatizou o padre.

Para ver mais fotos da Festa do Bom Jesus, clique aqui.

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