36ª Festa da Paz! Ser discípulos, assim como Maria, a serviço da Paz e da Missão

Festa da Paz (8)

Só o amor pode converter inimigos em amigos, só Ele pode semear paz e concórdia e instaurar aquele “Reino [prometido] que nunca terá fim” (Lc 1, 33). E somente assim, “a justiça e a paz se abraçarão… e da terra brotará fidelidade!” (Sl 84, 11). Trecho da homilia do padre Moisés Ponte SJ

A comunidade mais antiga da Paróquia Santíssima Trindade, viveu de 1º a 9 de setembro, dias de grande movimentação em função da 36ª Festa de Nossa Senhora da Paz. Foi um tempo oportuno para que fieis, leigos e religiosos, dialogassem sobre a vida e missão de todo batizado/a, tendo Maria, a primeira discípula, como exemplo e inspiração.

Querida pela comunidade, dona Geraldinha afirma estar muito feliz por contribuir com a realização de mais uma festa da Senhora da Paz. “Sou cada vez mais devota, agradecida e feliz por morar aqui pertinho dela. Isso por providência divina, pois com minha dificuldade em andar distâncias maiores, Deus me fez morar aqui perto, assim, tenho minha vida na comunidade e a comunidade na minha vida”. 

Por falar em comunidade, a Missa Solene foi marcada pelo singelo gesto apresentado no ofertório, no qual, todas as pastorais, movimentos e grupos entraram com símbolos de sua prática Evangelizadora, tendo eles se posicionado ao lado dos padres Moisés e Donizetti, tornando visível a vida na comunidade de fé, feita por muitas mãos e muitos talentos, mas reunidos todos e todas ao redor da mesma mesa, inspirados por um só Cristo e Senhor.

 

De onde pode vir vossa paz?

“A alegria daquele povo viria – pasmem vocês! – do nascimento de um menino. Uma criança que, mesmo sem poder algum, é chamada Conselheiro admirável, Deus forte, Pai dos tempos, Príncipe da Paz!” Padre Moises SJ

A missa solene foi presidida pelo pároco da Santíssima Trindade, padre Donizetti Venâncio SJ, no entanto, a homilia foi proferida pelo padre Moisés Ponte, jesuíta já bem conhecido na paróquia e que nos últimos anos vive em Roma até que conclua seus estudos. Ao falar das leituras, padre Moisés recorda que o povo judeu estava diante de uma grande ameaça, porém mesmo diante das trevas do desespero, uma luz iria brilhar. “O profeta Isaías anuncia uma alegre notícia que ao povo traria de novo a felicidade”.

Que felicidade seria essa, indagou padre Moisés, trazendo na sequência a resposta de que essa alegria seria a vinda do Filho de Deus “que não se apegou à sua condição divina, mas, esvaziando-se de todo poder (cf. Fl 2,6-11), quis nos salvar vindo ao mundo na fragilidade de uma criança, nascendo de uma pobre virgem de Nazaré chamada Maria”, disse.

No entanto, aos fieis destacou, como a truculência dos grandes poderia ser ameaçada por uma família pobre e desprovida de todo poder? A resposta foi dada pela leitura do dia: “a paz de Deus excede toda inteligência” (Fl 4,7a). Eis o motivo pelo qual, apesar de toda perseguição sofrida por sua comunidade, Paulo convidava à alegria: “Alegrai-vos sempre no Senhor! Repito: Alegrai-vos! (…) Não vos inquieteis com nada!” (Fl 4, 4.6).

Ao nosso tempo!

Mesmo que os tempos sejam outros, as ameaças à paz permanecem as mesmas. Diante disso, “de onde pode vir nossa paz”, quando vemos tanta fome, desemprego, direitos dos trabalhadores ameaçados, jovens que morrem em função das drogas e as milhões de vítimas inocentes abatidas pela violência?

“Seria da força de um general com suas armas e tanques de batalha que poderia nos vir a Paz?”, indaga o sacerdote. As leituras de hoje parecem dar uma clara resposta: nada disso! “É da fragilidade de uma criança que nos vem a salvação. No mais, como é difícil acreditar nestas palavras! Como nos custa em aceitar as palavras escandalosas de são Paulo quando testemunha: “Quando estou fraco, então é que sou forte” (2 Cor 12,10)!”, conclui.

A homilia do padre Moisés, antes mesmo de ser dita aos fieis, ecoava na indagação feita pelo pequeno Wellyson, pouco antes da missa ter início, à catequista Viviane Rodrigues. Ele queria saber de Jesus e o porquê de buscarmos estar perto dele.

“É Jesus quem veio para nos ajudar a não errar mais, a não desobedecer ao papai e mamãe, a ouvir o que falam. É Ele o nosso exemplo! Veja só, quando caímos quem estende a mão para a gente? Deus! Jesus é o Filho de Deus e nos revela o quanto Deus é bom e nos quer bem, pois basta estendermos a mãozinha que ele vem ao nosso encontro”, explicou Viviane ao pequenino.

Esse gesto da catequista, da mãe, do sacerdote, do seguidor e da seguidora que falam de Jesus ao seus, foi a grande motivação da 36ª Festa da Paz. A vida de uma comunidade é iluminada pelo exemplo de Maria, que destaca, como primeira discípula, o quanto é bom seguir o caminho de amor, justiça, serviço e paz que Jesus apresentou a todo homem e mulher. Foi este o convite experimentado pelos fieis neste tempo festivo. 

 

Em toda nossa festa, Maria! 

A semana que antecedeu a solenidade de Nossa Senhora da Paz foi marcada pela vivência comunitária de momentos de oração, partilha da palavra e encontros festivos, dentre os quais, a Missa na Praça da Paz, as celebrações da Luz e da Misericórdia, a acolhida ao padre Igor Batista e os fieis da Paróquia São João Batista (de Santa Luzia), e as noites já tradicionais do Bingo e do Pastel, esta com o complemento do Luau das Juventudes. 

“Sentimo-nos como os discípulos, diante dos fieis, das pessoas que precisavam de um pouco de esperança, pois oferecíamos carinho e nos alegrávamos com tamanha devoção à Nossa Senhora, ela que é fonte de milagres e boas ações na comunidade”, avaliou Eduardo de Paula, coordenador da comunidade Nossa Senhora da Paz.

Além da avaliação da festa, Eduardo agradeceu a presença dos fieis, devotos e agentes pastorais das demais comunidades da Paróquia. Não podemos deixar de citar que a Paz foi a primeira comunidade da Santíssima Trindade e, hoje, pessoas que nela iniciaram seu discipulado vivem sua missão em outros lugares, comunidades e paróquias.

“Foi aqui, nesta comunidade, que aprendi a comungar e a me envolver com os movimentos e pastorais. Celebro esta mãe que acolhe, que recebe e nos ensina. Agora, vivo minha missão lá na Comunidade Bom Jesus e também em minha casa, tenho a oportunidade de fazer este ato com minha filha e meus irmãos de caminhada”, recorda Viviane Rodrigues ao garantir que Nossa Senhora da Paz é seu exemplo, de mãe que acolhe, abraça e perdoa, e que enche de amor os seus filhos.

 

Milagres na Paz!

Ao final da Missa e ao som de ‘cubra-me com tem manto de amor’, os fieis participaram de um gesto especial com jovens da comunidade. Um lindo manto percorreu toda a igreja, conduzido por três jovens, tocando os fieis num grande pedido de paz e amor para todos os presentes, suas famílias e a quem deseja, busca e promove a Paz.

Dona Yasnaya, moradora há 28 anos do Cristina, estava contente em celebrar o dia de Nossa Senhora da Paz, ela teve três filhos homens e uma mulher e uma graça alcançada em favor desta filha. Desde então, ela celebra agradecida o dia da Padroeira. 

“Estou aqui de azul e branco para homenagear Nossa Senhora, pois diante da enfermidade da minha filha, pedi a Deus a graça de que a saúde dela fosse restaurada e assim foi feito, creio que também nossa mãe e senhora intercedeu a Deus por este bem”, disse Yasnaya. 

Além disso, o coordenador partilhou com os presentes que um grande milagre aconteceu durante a Procissão Motorizada, tendo em vista que a imagem da padroeira não foi fixada na caminhonete com os parafusos e durante todo o trajeto, nas subidas e descidas do bairro ela não cedeu, o que aos olhos humanos teria sim acontecido. 

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