Catequese, caminho para o discipulado

em

“Nosso coração arde quando ele fala,
explica as Escrituras e parte o pão.” 
(Cf. Lc 24, 32-35) 

Os Discípulos de Emaús

O texto relata a experiência dos Discípulos de Emaús e aponta para a dimensão da experiência do encontro com Jesus Cristo, no caminho, na palavra e na Eucaristia. E como esse encontro leva a retomar o caminho e a partilhar com os outros irmãos o que se vivenciou, sua finalidade última é despertar para a missão. Os discípulos ao realizarem uma experiência nova, voltaram pelo mesmo caminho, mas com um novo horizonte, tanto para a vida como para a missão.

O Discípulo Missionário se põe a caminho. O evangelho de Lucas resume as implicações desse caminhar no relato dos Discípulos de Emaús. O texto não termina no rito gestual de partilha, nem na emoção do encontro ou na celebração, mas relata a mudança de rumo que tomou a vida dos discípulos.

O encontro com o Ressuscitado transforma o medo em coragem, a fuga em empolgação, o retorno em iniciativa, o egoísmo em partilha e compromisso até a entrega da vida. Assim mais do que um relato de um encontro de discípulos com Jesus, o texto de Lucas é proposta de comunhão, de comunidade, de missão e de entrega até o fim.

Depois do encontro, os discípulos voltam a Jerusalém! Lugar da fraqueza humana: que se expressa na perseguição; na morte; do desânimo e do medo. Lugar da esperança: onde a fraqueza se transforma na nova Jerusalém, o Reino de Deus. Para transformá-lo em plataforma do início da missão de levar a boa nova da ressurreição de Jesus Cristo até os confins da terra, até o fim dos tempos.

Foi a partir da mudança provocada pelo encontro, que os discípulos assumiram: o compromisso da partilha, da missão, da evangelização, do anúncio e da construção das comunidades.

O Mandato… Ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém. (cf. Mt 28, 19-20), fazia arder seus corações e os impulsionava para o novo caminho.

O próprio Lucas nos conta o que aconteceu depois com os discípulos. É o que nos narram os primeiros capítulos de Atos dos Apóstolos, explicitando o ideal da vida comunitária (cf. At 2, 42-47), cujo testemunho exercia uma poderosa atração (DA 159;175). Na medida em que os discípulos irradiavam esse modelo de vida comunitária, “o Senhor acrescentava a seu número mais pessoas” (At 2,47).

É a força do Espírito Santo que anima a comunidade (cf. At 2, 1-13) e a constitui em comunidade ministerial (cf. At 6). É o Espírito do Ressuscitado que dá força diante da perseguição, consequência do seguimento (cf. At 4), o que não impede os discípulos de levar o evangelho ao mundo inteiro, pois ele é para todos (cf. At 10, 44-48).

O Perfil do Catequista

O perfil do catequista é traçado a partir do seguimento de Jesus Cristo. Jesus Cristo é o ideal a ser continuamente buscado por aqueles que desejam exercer esse ministério. Ele é o mestre, o modelo. Enquanto ideal, o catequista nunca está completamente formado.

A partir de alguns requisitos básicos, ele estará em busca de crescimento humano e espiritual, sempre em formação.  Por isso, será necessário desenvolver os seguintes aspectos (cf. Diretrizes do Processo Catequético da Arquidiocese de BH, nº 94):

  • Ser discípulo de Jesus Cristo;
  • Cultivar, com alegria, sua vocação de catequista;
  • Ser pessoa madura e equilibrada;
  • Ser responsável e perseverante;
  • Cultivar uma boa comunicação e ser criativo;
  • Ser pessoa de oração, de escuta da Palavra e de vida sacramental (seja crismada);
  • Participar na comunidade;
  • Saber trabalhar em equipe, conviver em grupo e ter abertura ecumênica;
  • Buscar, continuamente, formação humana, bíblica e doutrinal;
  • Cultivar uma aguçada consciência crítica perante a realidade social, política, religiosa e comunitária;
  • Zelar pelo respeito ás culturas locais e saber reconhecer os valores da religiosidade popular, como veículos para uma autêntica catequese.

Que beleza os passos daquele que traz a notícia da paz,
que vem anunciar a felicidade, noticiar a salvação!” 
(cf. Is 52,7)

Orientações para realização da nobre missão catequética! É necessário Preparar com antecedência, zelo e criatividade os encontros catequéticos, junto com o grupo de catequistas; Participar das reuniões para estudo, oração, organização e avaliação do trabalho; Participar de cursos periódicos para catequistas na Paróquia e demais níveis da Arquidiocese; Participar das celebrações litúrgicas e da vida comunitária; Visitar famílias dos catequizandos; Promover e participar das reuniões com os pais dos catequizandos, quando se trata de catequese das crianças e jovens. (cf. Diretrizes do Processo Catequético da Arquidiocese de BH, nº 96)

A Responsabilidade da Comunidade Paroquial

A sua comunidade é o lugar de uma autêntica catequese, sua origem e sua meta (cf. DNC 51-52). A catequese realiza um bom trabalho pastoral quando a comunidade paroquial é uma rede de comunidades, em que se vivem as características da comunidade cristã: Escuta orante da Palavra de Deus – Fonte da Catequese (DNC 106); Vivência litúrgica (DPLS 98 a 122); Solidariedade e amor fraterno; Engajamento na transformação social. (cf. Diretrizes do Processo Catequético da Arquidiocese de BH, nº 08)

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