Comunidade em Defesa da Vida! Eis a motivação para o Mês da Bíblia na Paróquia

Não fiqueis tristes como os outros que não tem esperança!
(1Ts 4,13)

Com um movimento que busca revigorar a vivência e organização dos Círculos Bíblicos, a Paróquia Santíssima Trindade reuniu cerca de 80 pessoas, na tarde do último domingo (3/9), para o Encontrão Paroquial de aprofundamento bíblico da primeira carta de São Paulo aos Tessalonicenses, livro estudado pela Igreja do Brasil no mês de Setembro.

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Representantes de 21 grupos de Círculo Bíblico das comunidades Nossa Senhora da Paz, Nossa Senhora da Penha, Nossa Senhora da Guia, Santo Inácio e Bom Jesus se reuniram no salão comunitário da igreja da Paz, no Cristina B, para a formação conduzida pelo vigário paroquial, padre Roberto Albuquerque, SJ.

Além disso, partilharam alegrias e dificuldades na vivência dos grupos de partilha da Palavra de Deus. Com uma dinâmica de escuta e partilha, a coordenação paroquial dos Círculos Bíblicos juntaram informações que servirão de base para a elaboração de um plano pastoral que ajude a fortalecer e a expandir os grupos em toda a Paróquia.

No mapa acima estão relacionados os grupos que participaram do Encontro Paroquial. A proposta é ampliar o número de grupos e estender o alcance dos Círculos Bíblicos para aquelas pessoas e famílias que têm dificuldades em frequentar as comunidades. Outros grupos existentes, mas que não tiveram as informações partilhadas no domingo, serão incluídos neste mapa, em breve. 

O encontro foi dinamizado com a participação de todos os coordenadores comunitários de Círculo Bíblico, cada um, com uma tarefa. Além dessa divisão de responsabilidades, o evento teve a contribuição da pastoral da Comunicação e da Catequese de Crisma. 

A comunidade em Defesa da Vida

Em unidade à Igreja do Brasil e para bem viver o mês da Bíblia, o encontro foi pautado pelo aprofundamento da Primeira Carta de São Paulo aos Tessalonicenses. Em sua fala, padre Roberto deu chaves de leitura para que os grupos vivam os encontros de setembro, com conhecimento e adesão ao teor da primeira carta escrita por Paulo, Silas e Timóteo. 

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Com o tema “A comunidade em defesa da vida”, o mês da Bíblia de 2017 é parte de uma caminhada, que ocorre em sintonia com o Documento de Aparecida. Este importante documento que convida o cristão a “Ser Discípulo Missionário de Jesus Cristo, para que nele nossos povos tenham vida”.

“De 2012 a 2015, aprofundamos a primeira parte desta proposta: Ser Discípulos Missionários de Jesus Cristo. De 2016 a 2019, estamos aprofundando a segunda parte que diz: para que nele nossos povos tenham vida“, recorda padre Roberto. 

O tema central dos quatro anos é o mesmo: a defesa da vida! E neste caminho, a Igreja reforça a força da profecia e da comunidade, e buscará, em 2018 e 2019, destacar sabedoria e amor em defesa da vida.

Veja os livros e os temas abordados até agora e os que serão utilizados nos próximos dois anos em todo o Brasil. Eis o esquema para os quatro anos:

  • 2016: a profecia em defesa da vida – livro de Miqueias.
  • 2017: a comunidade em defesa da vida – 1ª carta aos Tessalonicenses.
  • 2018: a sabedoria em defesa da vida – livro da Sabedoria.
  • 2019: o amor em defesa da vida – 1ª carta de São João.

A Carta aos Tessalonicenses

Ao falar sobre a carta aos Tessalonicenses, o vigário paroquial destacou que Paulo não imaginava estar começando, com ela, o Novo Testamento. Essa é a primeira das cartas de Paulo às comunidades por ele fundadas, cartas que surgem antes mesmo que os livros dos Evangelhos, Apocalipse e Atos dos Apóstolos. 

 

A carta não foi escrita somente por Paulo, mas com a colaboração de outros dois missionários: Silas e Timóteo. Nela, revela-se as tribulações da vida presente e anuncia-se a esperança da vida futura. É uma carta escrita no plural, dirigida à comunidade, com uma expressão de carinho de um pai e uma mãe para seus filhos.

A responsabilidade em inspirar e defender a vida é visível na carta escrita por Paulo, Timóteo e Silas. Eles deixam de forma nítida a importância da vida comunitária e a disposição do cristão em doar a vida por causa daquela comunidade. Com o uso repetido da palavra Irmão, nada menos que 19 vezes nos cinco capítulos, a carta destaca a força da relação fraternal nos relacionamentos comunitários.

Neste contexto, em que a vida continua ameaçada, seja por conflitos, divisões ou em casos de abandonos, a Carta sugere vida nova, a partir de uma nova evangelização. Fatos que podem ser associados aos pedidos feitos na CF-2017, no cultivar e guardar a criação, ou pelo papa Francisco, na encíclica Amoris Laetitia, a Alegria do Amor.

“Somos chamados a fazer com que a vida tenha uma chance! Ao anunciar o Evangelho, doação também a nossa própria vida”, recorda padre Roberto, ao mencionar que as boas notícias vindas da comunidade fundada por Paulo, reanima-o para a continuidade de sua ação missionária.

Não fiqueis tristes como os outros que não tem esperança (1Ts 4,13)

Ao dialogar com a carta aos Tessalonicenses, a comunidade é convidada a manter viva a esperança e a alegria. É preciso confiar e manter-se em ação de graças, porque Deus permanece agindo na comunidade: “Em tudo dai graças!”.

 

Na carta, com pureza e honestidade dos missionários, revela-se a dimensão trinitária do Novo Testamento. Pela primeira vez, é feita a abordagem de Deus como Pai, Filho e Espírito Santo. Nela, também se fala das três virtudes teologais: a fé, a esperança e a caridade. 

Uma curiosidade associada ao encontro e também ao caminho percorrido por São Paulo. Naquele tempo, a maioria das comunidades formadas por Paulo eram coordenadas por mulheres, um exemplo disso é o texto de Atos 16, 11-15.

O cenário atual é muito parecido, ainda mais quando no Encontrão Paroquial dos Círculos Bíblicos, pode-se perceber que do público presente, 95% eram mulheres. 

Mês da Bíblia

A celebração do Mês da Bíblia teve início no ano de 1971, em função do Cinquentenário da Arquidiocese de Belo Horizonte. Convocado por Dom João Rezende Costa, arcebispo à época, o mês teve como tema a expressão “Jesus Cristo está aqui”.

No ano seguinte, por ter sido uma experiência tão bonita e com rico significado, a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) ampliou a proposta para todas as dioceses do país. Mas, por que celebrar a Bíblia em setembro?

Padre Roberto afirma que isso ocorre em função da festa de São Jerônimo, o santo da Bíblia. Conhecido assim, por tê-la traduzido do original para o latim, a língua falada em seu tempo.

TODA 1ª QUARTA-FEIRA DO MÊS
Grupo de Apoio aos Círculos Bíblicos da Paróquia Santíssima Trindade 
Sempre das 20h às 21h30, na Secretaria Paroquial

A festa litúrgica de São Jerônimo ocorre em 30 de setembro, assim, a Igreja do Brasil, no mês inteiro, sugere-se aos fieis a necessidade da vivência bíblica em todos os dias e meses do ano e para todas as inspirações e ações pastorais, missionárias e sociais. 

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