Debate na Semana Social reafirma que participação transformadora gera comunhão, presença e partilha

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Em mais uma noite do Fórum de Debates promovido pela Paróquia Santíssima Trindade, cerca de 80 pessoas dialogaram sobre a importância da Participação Transformadora na localidade onde vivem. O encontro, realizado ontem, quinta-feira (24/8), integra a programação da Semana Social 2017 e foi mediado pela assistente social, Jó Jaqueline.

Eu sou parte ou apenas faço parte?

Com essa indagação, a assistente social deu início às suas considerações sobre a cidade de Santa Luzia, e, de modo especial, sobre os bairros que integram a Paróquia Santíssima Trindade. Segundo ela, habitamos em uma cidade dormitório, tendo em vista, que as pessoas trabalham, estudam e se divertem em Belo Horizonte, não aqui.

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O cenário contribui para o enfraquecimento da relação entre pessoa e lugar de sua habitação, com isso, cria-se distância ao sentimento de pertença, pois a vida acontece lá fora.

Jó Jaqueline fez uma importante colocação. “Meus sentimentos, meus desejos de transformação deve continuar, mesmo que eu ou você estejamos vivendo fora daqui, fazendo tudo em outro lugar. Assim, resta-nos, a pergunta: o que posso fazer para garantir qualidade de vida e melhorias para este meu lugar?”

Assim, abriu-se o debate para que os participantes apontassem as pequenas ações que dão sentido à vida comunitária e transformam problemas em possibilidade de encontro, partilha, alegria e comunhão.

36402962710_de040e80f3_kA professora Michelle trabalha junto aos demais educadores da Escola Estadual Wilson Diniz Filho, no Palmital, para vencer os estigmas e preconceitos que a instituição carrega dentro de uma comunidade que sofre do mesmo mal.

“A ideia do pertencimento deve ser dos que estão dentro, como também daqueles que estão ao redor. Com pequenas ações, como  pinturas que dão outra energia ao ambiente, estamos construindo resultados coletivos e importantes para a comunidade escolar”, diz.

Coordenadora da comunidade Santo Inácio, no Cristina C, Maria do Carmo, a Pretinha, ressaltou a importância da iniciativa e da cooperação com aqueles que demonstram interesse em modificar uma situação que não está a agradar os que estão ao redor.

Já o ex-aluno da escola Wilson Diniz e integrante da comunidade Nossa Senhora da Paz, José Rocha lembrou que pequenas ações podem ganhar outra dimensão. Recorda ele, que sugeriu uma gincana teatral para sua turma e com a adesão de outras pessoas, a ideia acabou se transformando em um grande evento com a participação de todos.

36402957340_993f1e0d61_kParticipação de todos é o que espera o senhor José, morador do Cristina A, e da Luciene Bernardes, que trouxeram a reflexão sobre a limpeza dos espaços públicos e das calçadas, bem como a da luta pelo transporte de qualidade e que realmente atenda as necessidades de deslocamento da população.

Não cruzar os braços

A técnica social Dayana Fonseca trouxe aos participantes a estória narrada no conto “Vestido Azul”, que indica uma pequena ação, um pequeno presente, como ponto de partida para a concretização de mudanças em toda uma comunidade.

Com isso, reforçou que apenas entrar em casa, deixar-se proteger por seu muro, não é uma atitude de quem busca a participação transformadora. Cada bairro tem sua luta, sua necessidade, daí, a importância de estar em sintonia com os demais moradores.

“A responsabilidade não deve ser apenas do outro. Enquanto cidadão, devo perceber, entender e comprometer-me com as buscas por soluções aos problemas comuns. Sair da condição de plateia”, afirma Dayana.

A necessidade do diálogo com diferentes grupos, instituições e lideranças locais foi apontada por Marcelo Barbosa, ao destacar que existe um sentimento de divisão diante de problemas que são os mesmos.

“Eu tenho a solução, ele tem a solução, mas sem diálogo, o problema segue adiante. Enquanto os dois brigam arduamente e não conseguem agir conjuntamente na busca por solução à situação”, conclui.

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Hoje

Com a proposta de uma oficina orante, a educadora Hileia irá trabalhar com os participantes, nesta sexta-feira (25/8), à partir das 20 horas, a dimensão libertadora da Espiritualidade.

Hileia tem se dedicado, nos últimos anos, em viver e aprofundar-se na Espiritualidade Inaciana. Atualmente, colabora com a oferta dos Exercícios Espirituais e no Espaço Magis BH. Sempre comprometida com a realidade sociopolítica, irá facilitar a oficina que pretende ajudar a olhar com os olhos da misericórdia a Casa Comum.

Forum de Debates - 4ª Noite-01

Atividade cultural no Sábado 

Já amanhã (26/8), à tarde, todos estão convidados para a atividade de conclusão da Semana Social, a partir das 15 horas, na comunidade Nossa Senhora da Penha. Será um encontro para mostra dos trabalhos e das entidades sociais que constituem a Rede Social estimulada pela Paróquia Santíssima Trindade.

Além de diversas apresentações culturais, haverá um café compartilhado. Cada pessoa é chamada a levar uma garrafa com café, chá, leite, queimadinha ou o que o talento na cozinha permitir, além, é claro, de algum biscoito, bolo, torta, e que mais puder ser partilhado na conclusão desta festa bonita do cuidado e da acolhida.

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