Pastorais Sociais: parcerias e integração das ações para ser, realmente, Igreja em Saída

A Paróquia Santíssima Trindade tem experimentado uma nova perspectiva no trabalho de suas pastorais sociais. A integração das ações e a busca por parcerias marca este início de 2017. Ontem (3/5), o contexto social da rede de comunidades e a atuação das pastorais da Criança, Pessoa Idosa, Carcerária e Vicentinos foram apresentados a uma turma do Curso de Serviço Social do Centro Universitário UNA – Campus Barro Preto.

O esforço para a ampliação das parcerias, em especial com a UNA, tem seu início no desejo pessoal de agentes pastorais que enxergaram na Academia a oportunidade de ações novas e criativas capazes de transformar a realidade das pastorais sociais e da localidade em que está inserida a paróquia. 

“Como tratar e transformar a vida das pessoas e da nossa localidade? O que posso fazer?” O questionamento feito pelo jovem Guilherme Trajano, apresentado às coordenadoras dos cursos de Gestão e Serviço Social da UNA, também ganharam espaço junto à coordenação paroquial da Área Social. 

Após um período de reuniões e conversas, representantes da Santíssima Trindade estiveram, na noite dessa quarta-feira (3/5), em uma sala de aula para apresentar as ações da paróquia. Aproximadamente 30 alunos dialogaram sobre inspiração, fundamento, desafios e oportunidades para a otimização do trabalho das pastorais sociais.

Próximos Passos

Sob a orientação da professora Fabrícia Cristina de Castro Maciel, os alunos da turma de Gestão de Políticas Sociais irão dialogar e propor instrumentais e projetos que otimizem a ação das pastorais sociais da Paróquia Santíssima Trindade.

Para isso, eles irão buscar intervenções criativas que levem em conta também o dever e as responsabilidades do Poder Público na oferta e atendimento das demandas da população dos bairros que compõem a rede de comunidades. 

É um desafio novo que muito anima quem deseja ver novamente forte a face missionária da Igreja. “Igreja em saída! Apresentar a missão no meio acadêmico é semear… ainda que não saibamos quais os frutos, a esperança é que o Reino de Deus possa acontecer”, recordou Maria de Fátima Gonçalves, coordenadora da rede social paroquial.

Trabalho em Rede

Além da busca por parcerias, a Paróquia Santíssima Trindade trabalha para que a ação das pastorais sociais aconteça de modo integrado e partilhado. A cada mês, integrantes das Pastorais da Criança, Pessoa Idosa, Carcerária e Vicentinos dialogam diante de uma lógica importante à missão: necessidades populares, prática da liberdade, emancipação das pessoas e ações não abstratas. 

Garantir a dignidade da pessoa humana é a marca da atuação das pastorais sociais, todavia, o modo segmentado como cada um cuidava de seu publico alvo não contribuía para que a transformação fosse sentida por todos os integrantes de uma família atendida. 

Essa mudança de direção, faz com que as pastorais se conheçam e atuem com solidariedade também com aquelas pessoas que estão em uma faixa etária diferente ou necessitadas de demandas diferentes daquelas pré determinadas. 

“Nossas pastorais sociais estão atentas às famílias, independente de suas condições religiosas, culturais, etc. O que queremos é resgatar a dignidade da pessoa em meio aos conflitos e privações”, sintetiza Maria de Fátima.

O diálogo é a ferramenta de transformação social que permite a busca e a garantia de direitos. Seja com as parcerias externas ou internamente com as pastorais sociais, a Paróquia Santíssima Trindade quer dar um novo vigor ao seu modo de fazer e viver pastoral, conforme indica o papa Francisco: uma Igreja em saída.

Na Palavra de Deus, aparece constantemente este dinamismo de «saída», que Deus quer provocar nos crentes. Abraão aceitou a chamada para partir rumo a uma nova terra (cf. Gn 12, 1-3). Moisés ouviu a chamada de Deus: «Vai; Eu te envio» (Ex 3, 10), e fez sair o povo para a terra prometida (cf. Ex3, 17). A Jeremias disse: «Irás aonde Eu te enviar» (Jr 1, 7). Naquele «ide» de Jesus, estão presentes os cenários e os desafios sempre novos da missão evangelizadora da Igreja, e hoje todos somos chamados a esta nova «saída» missionária. Cada cristão e cada comunidade há-de discernir qual é o caminho que o Senhor lhe pede, mas todos somos convidados a aceitar esta chamada: sair da própria comodidade e ter a coragem de alcançar todas as periferias que precisam da luz do Evangelho. (Papa Francisco, in Exortação Apostólica Alegria do Evangelho, 20)

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