Dízimo 4! O Dízimo e a Conversão Pastoral da Paróquia

Chegamos ao quarto e último post sobre a valorização do Dízimo em nossas comunidades de fé. E o centro de tudo paira pela vida das primeiras comunidades cristãs, nas quais, os discípulos tinham tudo em comum.

Os cristãos tinham tudo em comum

A paróquia é uma comunidade de cristãos que reza, age e convive tendo como centro a pessoa de Jesus Cristo, de quem recebe o Evangelho e em nome de quem existe para cumprir com a sua missão: a evangelização.

Dizimo ed4 (4)A conversão é opção pelo caminho de Jesus, e o consequente abandono daqueles caminhos que distanciam Dele. É uma atualização do rumo tomado em direção ao Pai, atualização orientada pelo Espírito Santo e realizada por nós, mulheres e homens, em comunhão com Ele.

Você acredita que a paróquia precisa de conversão? E o que a pastoral do Dízimo tem a ver com isso? Tem tudo a ver! É pelo dízimo e pelas ofertas que a paróquia sustenta a sua ação evangelizadora. Com as várias iniciativas para que a conversão pastoral aconteça, serão necessários novos investimentos além dos já previstos.

É de responsabilidade da ‘comunidade toda’ assumir a conversão pastoral, inclusive no que diz respeito à sua sustentação financeira. Quanto mais a paróquia com suas comunidades assume e aprofunda a sua missão de evangelizar, tanto mais ela necessita de que seus membros sejam fiéis na contribuição do dízimo.

Nesse momento em que as paróquias aperfeiçoam e atualizam a sua missão, é essencial que os dizimistas não fiquem para trás, sem perceber que o avanço e a abertura na evangelização corresponda à participação responsável deles, como batizados, no cumprimento do mandato de Jesus (Cf. Mt 28, 16-20; Rm 10, 14-21).

O Dízimo sustenta a missão!

Sem dúvida! Das três finalidades do dízimo – a religiosa, a social e a missionária – a que as paróquias, de uma forma geral, têm investido menos é a missionária. São muitas as paróquias que, por falta de consciência de que são por natureza, missionárias, simplesmente esquecem-se dessa dimensão do dízimo.

Agora, com o esforço e a ação conjunta, somos todos chamados, como comunidades, a assumirmos definitivamente um compromisso missionário tanto dentro das nossas comunidades como fora delas.

Não temos mais como ficar restritos ao nosso “mundinho”, fechados em nosso “canto”, acomodados em nossa “zona de conforto”. Está é uma hora de conversão, de graça, de benção, de “abrir” as portas da igreja para que Jesus, por meio de quem participa da comunidade, chegue a todas as pessoas com a sua misericórdia e sua proposta de vida.

A missão para dentro e designada nova evangelização, e a missão para fora de missão além-fronteiras. Como tem dito insistentemente o Papa Francisco, nós, por fidelidade a Jesus Cristo, só temos uma opção: ser uma igreja em permanente e definitiva saída missionária!

É possível realizar a conversão paroquial sem o Dízimo? É muito difícil, senão impossível. Sem investimentos – em pessoas, formação, materiais, subsídios, estruturas, entre outros – nossas tentativas poderão ser em vão, ou então nem começar.

As paróquias precisam, nessa hora mais do que em outras, de que os dizimistas sejam fiéis e generosos em suas contribuições. O dízimo, enquanto ação corresponsável, possibilitará que a renovação pastoral das paróquias aconteça plenamente.

Como viver essa experiência de conversão? As paróquias são chamadas à conversão da pastoral: a elas é pedido que, sem abandonar os que estão “dentro da igreja”, vão com alegria aos que estão “fora da igreja”, seja por que motivo for.

O Papa Francisco nos diz assim: “trata-se de assumir o dinamismo missionário para chegar a todos, privilegiando quem se sente distante e às camadas mais esquecidas da população. Trata-se de abrir as portas e deixar que Jesus possa sair. Muitas vezes fechamos Jesus nas nossas paróquias conosco, e não saímos nem deixamos que Ele Saia! Abrir as portas para que ele vá, pelo menos Ele! Sim, trata-se de uma igreja em saída, sempre: sempre igreja em saída”.

Os Bispos do Brasil apresentaram as condições fundamentais para que a paróquia se transforme em comunidade de comunidades?

  1. Formar pequenas comunidades a partir do anúncio querigmático, unidas pela fé, esperança e caridade;
  2. Meditar a palavra de Deus pela leitura orante;
  3. Celebrar a Eucaristia, unindo as comunidades da paróquia.
  4. Organizar retiros;
  5. Estabelecer o conselho Pastoral Paroquial e o Conselho de Assuntos econômicos, garantindo a comunhão e a participação.
  6. Valorizar o laicato e incentivar a formação para os ministérios leigos;
  7. Acolher a todos, especialmente os afastados, atraindo-os para a vida em comunidade, expressão da missão.
  8. Viver a caridade e fazer opção preferencial pelos pobres;
  9. Estimular que as igrejas da paróquia tornem-se centros de irradiação e animação da fé e da espiritualidade;
  10. Dar maior atenção aos conjuntos residenciais populares;
  11. Garantir a comunhão com a totalidade da diocese.
  12. Utilizar os recursos da mídia e as novas formas de comunicação e relacionamento;
  13. Ser uma igreja ‘em saída missionária’ (Comunidade de comunidades, 319).

Com a palavra, os Bispos do Brasil

“Há paróquias que já avançaram na organização do dízimo, outras estão formando a consciência dessa participação. É muito importante, porém, que a implantação do dízimo garanta o seu sentido comunitário: Deus ama a quem dá com alegria (2Cor. 9,7). É a alegria de doar com liberdade e consciência de ser um sinal de partilha. A participação financeira na partilha de recursos com a comunidade paroquial deverá ser um processo desencadeado pelas pequenas comunidades que formam seus discípulos missionários” (Comunidade de comunidades, 288).

EXPRESSÕES CONCRETAS DE AMOR
QUE ACONTECEM NA PARÓQUIA POR MEIO
DA CONTRIBUIÇÃO DO SEU DÍZIMO

Na Paróquia Santíssima Trindade, os vicentinos estão presentes em todas as comunidades e fazem um importante trabalho junto às famílias em situação de vulnerabilidade social.

O trabalho vicentino segue a lógica do sonho de Ozanam, que é “formar uma grande rede de caridade, de ajuda ao próximo” e uma realidade que alivia o sofrimento dos pobres e incentiva a promoção da dignidade humana.

As atividades da família vicentina

Entre todas as ações do vicentino/a, a mais importante é a visita domiciliar. Nelas, todos os que são amparados pela SSVP são incentivados a melhorar suas vidas em todos os sentidos.
Na Paróquia Santíssima Trindade, as conferências Vicentinas distribuem centenas de quilos de alimentos, além de roupas, medicamentos, materiais escolares e outros utensílios arrecadados junto às comunidades de fé.

Campanha do Quilo 

É comum nas comunidades que o 2° domingo do mês seja dedicado à coleta de alimentos. Coloque este gesto solidário em sua agenda e participe da ação vicentina. Esse gesto também é sinal de conversão pessoal e comunitário.

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