A sensibilidade deve estar presente em todas as nossas ações pastorais

Formação da Pastoral do Batismo é pautada pela Alegria do Evangelho, primeira encíclica do Papa Francisco

O diálogo sobre a oferta do batismo e a sensibilidade do agente pastoral chamou a atenção dos participantes do terceiro e último encontro do processo de formação para atuais e novos agentes da Pastoral do Batismo.  Ao todo, 42 pessoas das comunidades da Paróquia Santíssima Trindade participaram da atividade na noite do sábado (28/3) na comunidade Nossa Senhora da Paz.

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“Não temos que estar na porta da igreja com panfletos ofertando o batismo, mas devemos ter a sensibilidade de perceber uma criança e dialogar com seus pais para saber se ela já foi batizada”, afirmou o padre Donizetti Tadeu, ao recordar de uma mãe que chegou a uma das comunidades da paróquia com cinco filhos e nenhum deles batizados.

Para o padre Donizetti é preciso que deixemos de atuar como pastorais-poupanças, aquelas que ficam à espera de pessoas que depositam ali suas necessidades. “O que o papa nos pede é uma postura mais ousada, de Igreja em constante saída”, afirmou ele, ao indicar que a sensibilidade é algo que as vezes nos falta, fazendo com que famílias mantenham-se distantes dos sacramentos e da comunidade.

O encontro teve início com a retomada dos temas trabalhados pelo padre Paulo, professor da FAJE, e pelo casal Renato e Jane, colaboradores do primeiro e segundo encontro, respectivamente. Logo em seguida, os agentes pastorais foram divididos em cinco grupos para identificar, ler e partilhar sobre os trechos da encíclica Evangelii Gaudium (A Alegria do Evangelho, Papa Francisco) que falam explicitamente sobre o Batismo.

Os debates foram pautados pela compreensão da vivência e busca do sacramento do Batismo

Entre o resultado da partilha dos grupos, destaca-se alguns trechos. Do grupo que estudou a introdução e o capitulo 1, Claudia Dores destacou o papel da Igreja que deve agir como o coração de uma mãe, facilitando o acesso de todos ao Evangelho de Jesus Cristo. “É preciso que sejamos facilitadores da graça e não controladores do bem que vem de Deus”, afirmou ela.

Já o debate do capítulo 2 resultou nas considerações sobre a crise do compromisso comunitário e as exclusões que vão provocando a morte das pessoas. “O batismo é um gesto de acolhida, que vai se complementando com a vivência plena da espiritualidade”, disse Maria das Graças, que auxiliou nas discussões do grupo 2.

Ao tratar do Anúncio do Evangelho, o capítulo 3 foi debatido tendo o sacramento como porta de entrada para a igreja, destacando que a comunidade não deve se furtar de preparar e acompanhar aqueles que buscam o Batismo. “Assim como a comunidade deve ser fiel à missão a ela confiada, batizados e batizadas devem assumir a postura de discípulos-missionários, como nos pede o papa Francisco”, afirmou Marcelo Barbosa.

Já as integrantes do grupo 4, dialogaram sobre a dimensão social da evangelização. A busca por equilíbrio entre doutrina e acolhida foi uma das questões abordadas, mas o entendimento de que a ação dos agentes do batismo deve estar casada a de outras pastorais e movimentos também ganhou destaque, pois a vivência do Batismo não deve acabar com o término da celebração do banho batismal.

Por fim, o grupo que debateu o capítulo 5 reiterou que a diversidade e especificidade de cada família visitada e acompanhada devem ser entendidas pelos agentes pastorais. O encontro com as famílias que buscam o Batismo devem ser lugar de muita oração e escuta, onde o Cristo seja anunciado com gratuidade e alegria.

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