Jovens acordam cedo e visitam famílias na vila da Antenas na manhã deste domingo de Páscoa

“Não ardia os nossos corações quando ele nos falava pelo caminho e nos explicava as Escrituras?”

Ao invés de subir o morro de São José ou a Serra da Piedade, cerca de 30 jovens escolheram percorrer as vielas e becos da Vila das Antenas neste domingo de Páscoa. A alegria da ressurreição foi experimentada no encontro com as histórias, lutas, dificuldades, tristezas e alegrias de moradores dessa faixa territorial, localizado entre as duas maiores comunidades da Paróquia Santíssima Trindade. Conduzida pela Pastoral da Juventude, a Missão Jovem no Domingo de Páscoa também contou com a dedicada participação dos novos cristãos, que foram batizados durante a Vigília Pascal, celebrada no Sábado Santo (4/4), em todas as comunidades.

DSCF6673No contato com idosos e crianças, adultos e jovens, os missionários puderam ouvir e rezar diante das necessidades de cada família visitada e dar testemunho da fé que professam, tendo como objetivo primeiro anunciar o amor que Deus mantem para com todos nós.

Primeiro a chegar, Jhonny Ramos (19) não se importou em deixar a família, em uma parte do dia, para assumir o compromisso cristão de testemunhar o Evangelho e a Ressurreição para aqueles que ele desconhece. “Acordei as 4 da ‘madruga’, mas mesmo assim estou confiante de que teremos uma manhã abençoada, no contato com as pessoas que nos esperam”, disse o jovem integrante da comunidade Santo Inácio e participante do grupo Art Jovem.

Antes de colocar os pés no caminho, o padre Roberto Albuquerque, sj explicou o fundamento da missão que a Igreja nos convida a realizar. A partir do ‘envio’ sacramentado pelo sacerdote ao nos dizer ‘Ide e que o Senhor vos acompanhe’, o cristão assume o compromisso de levar aquilo que ele experimentou durante a missa para o mundo que o cerca. “A missa não termina com estas palavras, ela apenas começa”, garantiu Roberto. Daí, o sentido missionário do envio a cada celebração da eucaristia.

Já ao pároco da Santíssima Trindade, padre Donizetti Tadeu, sj é preciso ao missionário perceber dentre as necessidades das famílias, o desejo da vivência sacramental. “Ouçam com atenção, quando oportuno perguntem sobre o batismo das crianças e se há algum idoso que por impossibilidade médica deseja receber a eucaristia em sua residência, pois a Igreja não deve deixá-los desamparados”, afirmou.

A missão!

Divididos em cinco grupos, cada um com três duplas, os jovens caminharam até a avenida João Batista de Lima, onde encontraram com a coordenadora paroquial da Pastoral Carcerária, Maria Constantina (Tina). Ela colaborou com um dos grupos e orientou sobre as demais localidades a ser visitadas. Os becos Amazonas, Tupi e ‘da Paz’, além da rua das Pedrinhas, receberam a presença afetiva dos jovens missionários. Um grupo cuidou especificamente das casas localizadas na João Batista.

11070823_946668645363518_4399117573915323383_n“Permaneceram no caminho por quase três horas e por meio da partilha de cada jovem foi possível perceber que a nossa Igreja deve ser presença mais efetiva e afetiva neste lugar”, disse Marcelo Barbosa. Christian Charles, da igreja Santo Inácio, destacou a tristeza que adentrou seu coração ao se sentir de mãos atadas diante da pobreza, carência e falta de expectativas para tantas pessoas encontradas pelo caminho.

Mesmo diante de tanta desolação, sinais da presença do Reino de Deus permanecem firmes na vida de muitos moradores. A dona Helena e sua fé na família. O Christian, menininho de 2 anos, que ao lado de sua mãe, encantou os missionários. O obrigado de uma criança por de traz do portão de sua casa, ao feliz páscoa desejado por um dos grupos.

As portas não atendidas ou as vozes limitadoras do não querer ouvir, não serviram como desalento aos missionários, pois esta foi a primeira experiência, a sementinha de uma nova postura evangelizadora, esperada em toda a juventude da Paróquia Santíssima Trindade. Sentimento revelado na partilha da jovem Clarice Angélia. “É preciso que tenhamos mais momentos para ir ao encontro do outro. A formação para a missão deve ser uma constante na vida dos grupos de jovens da Paróquia”, disse.

Finalizado o encontro na igreja da Penha, todos foram convidados a manter vivo o fogo abrasador do Cristo Ressuscitado, que nos envia diariamente a “Ir, sem medo, para servir”. Veja algumas fotos do encontro.

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